Premiações CFMV

Professor Paulo Dacorso Filho

O nome Prêmio Professor Paulo Dacorso Filho, cujo estatuto foi aprovado pela Resolução CFMV nº 677/2000, é uma homenagem ao médico-veterinário Paulo Dacorso Filho, que dedicou sua carreira às principais causas da Medicina Veterinária e do CFMV, do qual foi integrante.

Formado pela Escola Nacional de Veterinária da Universidade Rural do Brasil, em 1934, fez parte de várias associações e sociedades. O título de mestre em Patologia foi concedido pela Universidade Wisconsin, Estados Unidos, em 1947.

Como professor, lecionou em instituições do Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul. Publicou cerca de 70 artigos científicos e ocupou diversos cargos em respeitadas instituições.

Professor Octávio Domingues

O Prêmio Professor Octávio Domingues, aprovado pela Resolução CFMV nº 870/2007, é uma homenagem a Octávio Domingues, autor de diversos estudos de importância para o desenvolvimento da Zootecnia no Brasil. Nascido em Xapuri (AC), ele foi o primeiro professor de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura do Pará, em 1918. Graduou-se como engenheiro agrônomo em Piracicaba (SP) e pós graduou-se nos Estados Unidos.

Lecionou a disciplina ‘Zootecnia Geral’ na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, onde cursou a graduação. Mais tarde, passou a professor catedrático de Zootecnia Especial da Escola Nacional de Agronomia, hoje Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Representando a UFRRJ, integrou a equipe de professores enviados aos Estados Unidos para avaliação dos procedimentos administrativos, didáticos, de pesquisa agronômica e extensão rural adotados pelo Sistema Universitário Norte-Americano dos “Laind Grant Colleges”.

Comenda Ivo Torturella

Já a Comenda Ivo Torturella é uma novidade instituída pelo conselho em comemoração aos 50 anos do Sistema CFMV/CRMVs. Formado em Medicina Veterinária pela Escola Superior de Agricultura no Rio de Janeiro em 1948, Ivo Torturella foi o primeiro presidente do CFMV, ocupando a cadeira por dois mandatos consecutivos, de 1969 a 1975.

Torturella foi o maior incentivador da Lei no 5.517/1968, uma das principais conquistas da Medicina Veterinária no Brasil. Sua tramitação somente teve andamento graças ao esforço de Torturella, que atuava como médico-veterinário na Fundação Zoobotânica do Distrito Federal.

Ator fundamental para regularização da profissão, Torturella colaborou diretamente para agilizar o processo legislativo. Aprovado na Câmara, o projeto de autoria do deputado Sadi Bogado seguiu para o Senado Federal, sendo a lei finalmente sancionada em 23 de outubro de 1968. Quatro meses mais tarde, iniciavam-se as atividades do Conselho Federal de Medicina Veterinária.


Maria José de Sena
Vencedora do Prêmio Paulo Dacorso Filho 2018

Nascida no bairro Engenho Cajabussu, na zona rural da cidade do Cabo de Santo Agostinho (PE), Maria José de Sena, ainda menina, sonhava em ser médica-veterinária. “Quando descobri que existia uma profissão que cuidava da saúde dos animais, não pensei duas vezes. Sempre tive uma relação forte com eles, pois nasci na roça. Mas, tive dificuldades em iniciar a carreira, porque meu pai, com todo zelo que tinha por mim, tentou me convencer a não fazer o curso, pois eu era ‘muito magrinha e não teria forças para segurar um boi’. Coisas de pai, tentando proteger os filhos”, conta.

Assim que se formou pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José prestou consultorias em fazendas de gado de leite. Logo após, foi selecionada para um aperfeiçoamento na Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Medicina Veterinária (UFMG). Ao retornar, foi convidada para assumir a disciplina de Inspeção de Leite e Derivados no Departamento de Medicina Veterinária da UFRPE como professora colaboradora. Em seguida, passou em um concurso para professora titular da mesma disciplina, onde permanece até os dias de hoje.

Segundo ela, ser professora da área é, sem dúvida, o que a faz de fato realizada. “Poder contribuir com a formação de médicos-veterinários, e mostrar para eles o verdadeiro sentido da profissão e a sua importância para a sociedade, é algo tão especial que nem consigo descrever”, diz.

Maria José recebeu o prêmio do CFMV de forma muito emocionada, pois acredita que existem muitos profissionais que certamente poderiam ser homenageados nesse momento tão especial, quando o conselho comemora seus 50 anos. “Ser homenageada pelo órgão máximo da minha profissão é uma sensação indescritível. Peço a Deus que me ajude a representar com maestria os meus colegas e minhas colegas de profissão. Depois que recebi a relação dos médicos-veterinários homenageados até hoje, essa responsabilidade só aumentou, já que a expressão maior da Medicina Veterinária do nosso país está representada ali”, ressalta.

Aos 58 anos, Maria José destaca que nos últimos 20 anos não tem tido praticamente horas vagas, trabalhando em média entre 12 a 14 horas por dia, inclusive nos finais de semana. Mas, quando acontece de ter tempo livre, ela procura priorizar a família e programas ligados à natureza. Nos últimos meses, Maria José resolveu investir em algo que sempre gostou: a música, e pode ser encontrada, aos domingos à tarde, batucando na Associação de Tambores de Pernambuco, onde toca alfaia.

José Neuman Miranda Neiva
Vencedor Prêmio Octávio Domingues 2018

José Neuman passou a infância sonhando ser piloto de avião. Mas quando chegou a adolescência, resolveu alçar novos voos e trabalhar com produção animal, talvez por influência dos pais, pecuaristas. Daí para cursar Zootecnia foi um pulo. “Como fui criado no meio rural, vendo a atuação de alguns profissionais que trabalhavam com minha família, optei pela área. Na época, era uma novidade e com forte tendência de especialização, enquanto a Medicina Veterinária era mais abrangente, porém muito generalista para o que eu queria”, explica.

Com graduação na Escola Superior de Agricultura de Lavras, hoje Universidade Federal de Lavras, onde também fez o Mestrado, José Neuman tem Doutorado pela Universidade Federal de Viçosa, com especialidade em Produção de Bovinos.

Para ele, o grande momento profissional de sua vida foi quando se transferiu, pela Universidade Federal do Tocantins, para a região Amazônica, onde teve a oportunidade de ver a realidade daqueles que vivem na fronteira agrícola, seja como produtor, docente ou pesquisador. “Saí da cômoda posição de falar da Amazônia para a espinhosa missão de viver a Amazônia. Aqui, pude perceber o quanto é difícil consolidar cursos de graduação, mestrado e doutorado e, principalmente, vi a dificuldade de competir com instituições centenárias. Mas, aceitar esse desafio, foi a coisa mais gratificante que me aconteceu na vida profissional e pessoal”, relata.

No local, ele coordenou pela UFT o projeto para a criação do primeiro mestrado da universidade, em 2005, do primeiro doutorado da Universidade Federal do Tocantins, em 2006, e o primeiro doutorado na área de Zootecnia da Amazônia Legal.

“Destaco ainda a criação do projeto ‘Do Campus para o Campo: Tecnologias para produção Animal’, que há 15 anos tem levado conhecimento às mais diversas regiões do Tocantins e Brasil. A iniciativa começou voltada para o agronegócio familiar, e hoje atende vários segmentos, tendo publicado já três livros e realizado mais de 40 eventos técnicos-científicos”, conta.

Sobre o prêmio recebido do CFMV, José Neuman acredita que é muito importante que a sociedade veja, nesse momento, que as universidades têm pessoas que trabalham e contribuem para o bem de todos. “Acredito que essa homenagem é, na maior parte, em função do trabalho árduo de alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado. Sem a atuação deles eu seria um mero repetidor de páginas escritas em livros. Se o Brasil evoluiu tanto no agronegócio, em grande parte pelo esforço desses três segmentos”, reforça.

Para quebrar a rotina em suas aulas e palestras, José Neuman usa um artifício que aprendeu ainda na roça, ouvindo as pessoas do meio rural: conta causos. “Tenho longa coleção de mentiras-causos. Sou um admirador do homem que vive da terra e principalmente de sua sabedoria. Acho que pela primeira vez o conselho vai premiar um contador de causo”, conta bem-humorado.


Alberto Neves Costa
Comenda Ivo Torturella 

                                        

Estudar Medicina Veterinária tornou-se a primeira opção para Alberto Costa, nascido em São José da Coroa Grande, no litoral sul de Pernambuco, quando ingressou no Colégio Agrícola João Coimbra, em Barreiros (PE), para obter a formação de Técnico em Agricultura. Na instituição, ele se identificou com a profissão após convivência teórica e prática com a produção animal e tomou a decisão que mudaria a sua vida.

Formado pela Escola Superior de Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Alberto lembra que a motivação surgiu pela sensibilidade ao lidar com os animais e devido ao incentivo de um professor. “Meu estimado colega e amigo Rafael de Souza Guedes Filho, que lecionava com maestria a Zootecnia. Recebi grandes ensinamentos dele e de alguns bons mestres, desde o meu ingresso no colégio agrícola e, depois, na universidade”, conta.

Após um curto período prestando assistência técnica a produtores de aves e suínos, Alberto ingressou, mediante concurso público, como professor de Zootecnia na mesma escola aonde se formou, e optou por se especializar na área de Suinocultura.

Fez então mestrado em Zootecnia, área de Produção de Suínos, na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. Posteriormente, doutorado em Reprodução de Suínos na Universidade Metropolitana de Leeds, na Inglaterra. Já o Pós-Doutorado foi realizado no Colégio de Medicina Veterinária da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.

Desde o instante em que foi indicado para representar Pernambuco na indicação à Comenda Ivo Torturella, Alberto ressalta que se sentiu muito honrado. Imagine a euforia ao ser comunicado que o Conselho Federal de Medicina Veterinária havia lhe concedido a honra de ser contemplado com a referida comenda num momento histórico em que se celebra o cinquentenário do Sistema CFMV/CRMVs.

“Sinceramente, eu não encontro palavras para descrever a minha grande emoção, em especial pela coincidência do Doutor Ivo Torturella ter sido o paraninfo da turma de médicos-veterinários de 1972 da UFRPE, a minha turma! Agradeço a Deus por esta relevante premiação, que desejo compartilhar com a minha esposa, Penha, e meus filhos, Leonardo e Breno, os quais sempre participaram ativamente das minhas lutas e conquistas profissionais”, ressalta.

Alberto conclui lembrando que, historicamente, o Sistema CFMV/CRMVs têm exercido um papel significativo na normatização das competências e na fiscalização do exercício profissional no âmbito da Medicina Veterinária e da Zootecnia, em todo o território nacional. “No entanto, tendo em vista as políticas públicas vigentes na sociedade brasileira, em especial no tocante à formação em escala, imagino que o grande desafio do Sistema seja assumir um maior protagonismo no campo ético, político e educacional de maneira a assegurar uma melhor qualificação técnico-cientifica e humanizada das atividades inerentes às profissões de médico-veterinário e zootecnista”, afirma.


Aristeu Pessanha Gonçalves
Comenda Ivo Torturella

Ao ser informado que receberia a Comenda Ivo Torturella, o médico-veterinário Aristeu Pessanha Gonçalves se sentiu orgulhoso, feliz, lisonjeado, como ele mesmo destacou. E não poderia ser diferente, afinal, nos 51 anos de profissão, ele sempre lutou pelo espaço dos profissionais e pela qualidade do serviço prestado para a sociedade e do ensino da Medicina Veterinária.

Nascido em Campos dos Goytacazes (RJ), Aristeu foi levado para a área devido ao amor pelos animais e pela preocupação com a saúde e o meio ambiente.

Formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), fez mestrado em Portugal e se especializou em Clínica Médica e Cirúrgica. Foi ainda professor na UFF por 37 anos. Atualmente, é presidente da Academia de Medicina Veterinária do estado do Rio de Janeiro.

Como professor e defensor da profissão, Aristeu sempre atuou na política de classe buscando a valorização dos médicos-veterinários. “O CFMV é nosso aliado desde a sua criação e vem, a cada dia, vencendo barreiras e prestigiando os profissionais. O conselho desempenha brilhantemente seu papel de vigilante assíduo da Saúde Pública, exigindo uma qualificação cada vez maior de todos os profissionais em seu campo de atuação”, destaca.


Benedito Dias de Oliveira Filho
Comenda Ivo Torturella

O médico-veterinário Benedito Dias de Oliveira Filho ressalta que sua vida está ligada ao campo desde o nascimento, pois nasceu, de parto natural, realizado por parteira, na propriedade rural da família, no município de Goiânia (GO). Com pais semialfabetizados, ele sempre recebeu apoio deles para completar os estudos e se formar. “Quando criança, pensava em ser médico, mas acabei decidindo pela Medicina Veterinária, em razão da convivência com animais da nossa fazenda”, explica.

Formado pela Universidade Federal de Goiás (EV/UFG), especialista em Produção/Reprodução de Bovinos, ele elege alguns momentos marcantes de sua trajetória profissional. “Ser contratado como professor, apenas três dias depois de ter graduado; a primeira homenagem que recebi de uma turma, fato que me emocionou muito; ter sido eleito diretor da EV/UFG, escola em que me formei; ter sido eleito presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás (CRMV-GO) e, por último - porém não menos importante - ter sido aprovado em concurso para a Classe de Titular”, enumera.

Segundo ele, ser homenageado pelo CFMV nos 50 anos da instituição foi motivo de orgulho e satisfação. “Recebi com muita alegria ver o meu trabalho, na maioria das vezes desenvolvido em conjunto com inúmeros outros colegas professores e profissionais da Veterinária, valorizado pelo órgão máximo da minha profissão. Além disso, representa o reconhecimento de todo esforço e trabalho de mais de 40 anos na busca do crescimento e valorização do profissional da Medicina Veterinária brasileira, especialmente no que se refere à importância da qualidade do ensino praticado”, diz.

Benedito ressalta que a maior contribuição do Conselho, tanto para a sociedade como para os profissionais, é a luta incessante e incansável pela valorização da profissão, garantindo que os médicos-veterinários atuem com ética e responsabilidade profissional.

Aos 66 anos, já aposentado, nas horas vagas, Benedito se dedica à convivência familiar e com os amigos, e pratica corridas, participando inclusive de maratonas. Além disso, continua se dedicando ao estudo de temas técnicos da Medicina Veterinária e, especialmente, de estratégias que possibilitem a "motivação dos estudantes e jovens profissionais da área".


Carlos Wilson Gomes Lopes
Comenda Ivo Torturella

Filho de uma costureira e de um metalúrgico, Carlos Wilson Lopes veio de Portugal, do Distrito de Vila Real, Trás-os-Montes, para o Brasil aos nove meses.

Após estudar no Seminário dos Sagrados Corações em São José dos Pinhais, Paraná, resolveu fazer o vestibular para Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no Campus Seropédica, onde se formou em 1972.

Carlos conta que nunca teve a intenção de estudar somente um assunto da área, e, sim, entrelaçar várias subáreas do conhecimento, para favorecer um melhor conhecimento sobre a relação parasito-hospedeiro. Acabou optando pela Medicina Veterinária Preventiva, tornando-se protozoologista com ênfase em Coccídios e Coccidioses.

Fez mestrado em Parasitologia Veterinária (na UFRRJ), doutorado em Patologia na Michigan State University (em East Lansing, no estado de Michigan, EUA), pós-doutorado em Parasitologia Veterinária na The University of Maryland at College Park (em Maryland, nas cercanias de Washington DC, nos EUA) e Livre Docência em Doenças Parasitárias também na UFRRJ. É professor titular por concurso, lotado na UFRRJ, e membro titular da Academia Brasileira de Medicina Veterinária (Abramvet).

Feliz com o prêmio recebido em comemoração aos 50 anos do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Carlos ressalta que sentiu a homenagem como extensiva a todos os seus colegas de profissão. “A quem dedico este prêmio, sem esquecer minha família, minha esposa e meus filhos”, diz.

Para ele, o CFMV deve buscar sempre informar a sociedade sobre a importância do profissional na relação com os animais, como também a relação intrínseca deles com os seres humanos. “Por outro lado, mesmo representando os profissionais do qual faço parte, o conselho poderia esclarecer mais a importância da ética da profissão perante a sociedade”, reforça.

 


David Driemeier
Comenda Ivo Torturella

Quem vê o apicultor por hobby, David Driemeier cuidando de abelhas africanizadas, próximo de Porto Alegre (RS), não imagina que seu amor pelo campo começou ainda criança e nem que ele tem uma carreira bem-sucedida na Medicina Veterinária e como professor da área de patologia.

Nascido em Concórdia (SC), atualmente município de Arabutã (SC), ele conta que tinha vocação para agropecuária e que os pais valorizavam muito os estudos. A mãe de David foi sua primeira professora, da 1a a 4a série do primário.  Para dar sequência aos estudos e concluir esse primeiro ciclo, David caminhava no total 13 quilômetros por dia para ir às aulas, pois não havia transporte escolar. Já no secundário, estudou em um colégio agrícola. Além disso, desde menino ajudava o pai na roça, amansando bezerros para virar bois de tração   “Sempre gostei de animais, especialmente bovinos”, conta o atual professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Assim que se formou na Medicina Veterinária pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em Lages (SC), David foi trabalhar em uma cooperativa com clínica de grandes animais.  “Aprendi muito em dois anos. Até hoje, essa experiência ainda me auxilia em trabalhos de campo e no relacionamento com proprietários e colegas clínicos. Precisamos valorizar o setor primário. Tendo uma agropecuária forte a Medicina Veterinária será valorizada. À época, os questionamentos de diagnósticos corretos fizeram com que eu voltasse a estudar. Tive muito apoio dos professores Aldo Gava de Lages e Carlos Tokarnia, que conheci nesse período como clínico”, lembra.

Já para o mestrado, realizado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ele cita os professores Cláudio Barros e Severo Barros, que direcionaram a carreira dele para a patologia. “No Doutorado na Alemanha (Justus Liebig-Universität Giessen), recebi o incentivo dos professores Eugen Weiss e Knut Frese, patologistas renomados, que me ensinaram muito sobre diagnósticos de enfermidades de forma macroscópica e microscópica”, diz.

Desde 1994 como professor da UFRGS, David ressalta o apoio que recebeu da Faculdade de Veterinária e da própria universidade UFRGS para exercer bem seu trabalho. “Devo também muito aos meus alunos e orientados, e ex-orientados, que me auxiliaram nas pesquisas e na rotina de trabalho. Tenho muito orgulho de ter participado na formação de recursos humanos de destaque no Brasil.  Tenho ex-alunos orientados em diversas universidades do Brasil e no exterior”, relata.     

Sobre a comenda que recebeu, David se diz extremamente honrado e valorizado na profissão. “Essa distinção é muito valorizada e nos incentiva a seguir em frente. O CFMV, com o apoio dos Conselhos Regionais (CRMVs), é fundamental para que a profissão possa ser exercida de forma adequada. Todos nós profissionais sentimos orgulho do nosso registro profissional, que nos credencia a assinarmos resultados de exames e atestados”, afirma.