No Dia das Crianças, o CFMV alerta: animais são seres vivos, não brinquedos

11 de outubro de 2017

Com a chegada do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, muitos pequenos aproveitam a oportunidade para pedir por um animal de estimação. No entanto, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) alerta para a importância de se considerar todos os fatores envolvidos antes de se pensar em “presentear” uma criança com animais – animais são seres sencientes, não brinquedos.

Abrigar um animal como um novo membro da família é uma decisão de grande importância e que deve ser considerada como um sério compromisso que representa novas responsabilidades e custos que perduram até o fim da vida do pet. Os cuidados exigidos de um animal variam entre diferentes espécies e raças, e também são diferentes em cada fase da vida.

Lidar com essas necessidades exige planejamento a longo prazo, e representam responsabilidades que certamente não podem ser exigidas de uma criança. Adotar um animal é abrigar um ser vivo que será para sempre dependente dos seus tutores. Fornecer ao animal uma alimentação saudável e atividades compatíveis com a sua espécie, além de zelar pela sua higiene e saúde, são tarefas que precisam ser incluídas no orçamento e na rotina da família.

Portanto, o CFMV recomenda que essas questões sempre sejam consideradas e esclarecidas junto a um médico veterinário antes do acolhimento de um animal, seja como um agrado para as crianças, ou como um presente para toda a família. Afinal, é o médico veterinário que vai acompanhar a adaptação, o crescimento e o desenvolvimento do novo pet, e é esse profissional que vai se certificar de que ele terá uma vida saudável e feliz.

Bem-estar animal

Considerando que os animais são seres sencientes, isto é, capazes de experimentar sentimentos como dor e medo, é importante considerar os fatores que influenciam no seu bem-estar. Um animal com alto grau de bem-estar, segundo a Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar animal do CFMV é considerado aquele que tem boa saúde e que pode expressar seu comportamento natural. Um cão, por exemplo, tende a cavar e latir, enquanto um gato pode arranhar ou se lamber.

A expressão do comportamento natural da espécie é uma das chamadas cinco liberdades animais, um instrumento reconhecido mundialmente para diagnosticar o bem-estar animal e incluem os principais aspectos que influenciam a qualidade de vida do animal. São elas: a liberdade de sede, fome e má-nutrição; a liberdade de dor e doença; a liberdade de desconforto; a liberdade para expressar o comportamento natural da espécie; a liberdade de medo e de estresse.

Cada um desses fatores é explicado pelo CFMV em uma campanha nacional sobre bem-estar animal lançada neste ano, e que tem como objetivo informar e conscientizar a população sobre o seu papel, tendo os médicos veterinários e zootecnistas como grandes aliados na promoção do bem-estar animal. Clique aqui e conheça a campanha.

Assessoria de Comunicação do CFMV