Simpósio internacional debate Saúde Única em Curitiba

07 de outubro de 2019

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR) realizam evento inédito no Brasil para debater a saúde única. Nos dias 9 e 10 de outubro, palestrantes nacionais e internacionais de agências especializadas das Nações Unidas (ONU), de universidades e de governos estarão reunidos na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba, para participar do I Simpósio Internacional de Saúde Única e do III Simpósio Paranaense de Saúde Única.

Organizado pela Comissão de Saúde única do CRMV-PR, o evento visa compartilhar conhecimentos e experiências para melhorar a conscientização e a capacidade entre as instituições governamentais e privadas na colaboração multisetorial para a promoção da saúde única.

Na entrevista a seguir, a presidente da Comissão, Cláudia Pimpão, fala um pouco sobre a organização e a expectativa dos simpósios. Mestre em Ciências Veterinárias e doutora em Processos Biotecnológicos, Cláudia é professora titular da PUCPR e tem experiência em Farmacologia e Toxicologia Veterinária.

1. Qual o público-alvo dos simpósios?

O evento é voltado para todos os profissionais da área da saúde humana, saúde animal e também ligados ao meio ambiente, ou seja, médicos, médicos-veterinários, biólogos, farmacêuticos, nutricionistas, enfermeiros, engenheiros florestais e agronômicos, como também sociólogos, filósofos, administradores, empresários. Na realidade é uma área muito ampla, multisetorial.

2. Dentre os sete módulos previstos na programação, qual(is) seria(m) o(s) destaque(s) do Simpósio?

Na realidade, tentamos abranger toda as áreas da saúde única, pensando no meio acadêmico, científico e técnico e na sociedade como um todo, portanto, todos os módulos são importantes e interessantes.

Mas, com certeza, em nível mundial seria a resistência aos antimicrobianos e a colaboração multisetorial de órgãos que planejam e recomendam as estratégias no âmbito da saúde única (FAO, OMS e OIE), que se uniram na tríplice aliança para o avanço do tema no mundo.

3. Qual expectativa em relação ao encaminhamento do encontro? Há previsão de sair algum documento?

Sim, será assinado um protocolo de intenções entre instituições acadêmicas, governamentais e conselho de medicina veterinária com o intuito das entidades se comprometerem em trabalhar em conjunto em prol da saúde única, objetivando a saúde e bem-estar de humanos e animais, sempre preservando o meio ambiente.

Os resumos acadêmicos submetidos ao simpósio também serão publicados na revista acadêmica da PUCPR. Provavelmente será disponibilizado ao público em geral no mês de dezembro.

4. Quais são os desafios para fortalecer a Saúde única como política públia?

Sabe-se que 60% das doenças infecciosas que acometem humanos são de origem animal e que 75% de doenças emergentes tem origem animal. Além disso, a cada cinco novas doenças humanas, três são de origem animal.

Dessa forma, conscientizar os profissionais da área de saúde e afins da importância de trabalharem em parceria é fundamental, pois saúde única não se faz sozinha ou com uma profissão somente e, sim, em equipes multisetoriais.

5. Como os médicos-veterinários e zootecnistas podem contribuir para inserir a Saúde única no dia a dia do cidadão?

Os médicos-veterinários e zootecnistas contribuem diretamente com a saúde única por meio dos serviços prestados à sociedade no âmbito de suas profissões, promovendo o bem-estar e a saúde de todas as espécies animais e, consequentemente, ao bem-estar e saúde dos humanos.

6. Qual a importância da saúde única no cotidiano das pessoas e como cada um pode contribuir?

Todos somos responsáveis pelo mundo que habitamos, portanto, cabe a nós, população em geral, tentar viver com mais sustentabilidade, levando em conta os seus valores de cidadão, em relação à ética e ao bem-estar de todos. Também somos responsáveis por transmitir informações corretas acerca de saúde humana, animal e ambiental.

Assessoria de Comunicação Social