Presidente do CFMV destaca a valorização profissional em evento na Fiocruz

11 de junho de 2019

Na abertura do “I Encontro de Gestão, Qualidade e Reprodutibilidade na Experimentação Animal”, promovido pelo Laboratório de Experimentação Animal (Laean) de Bio-Manguinhos/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Francisco Cavalcanti de Almeida, destacou como uma das principais bandeiras do Conselho a valorização profissional. “É fundamental trabalhar para que a sociedade conheça o trabalho do médico-veterinário como importante agente na saúde e na alimentação saudável. Outro tema que nos preocupa também é o ensino a distância. Para conter essa disseminação o CFMV publicou a Resolução nº 1.256, além, claro, da empregabilidade", disse em seu discurso.

               Presidente do CRMV-RJ, Romulo Spinelli; coordenadora do Concea, Renata Mazaro; vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber; presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti; e Rodrigo Muller, gestor do Laboratório de Experimentação Animal de Bio-Manguinhos. Foto: Decom/CFMV

               Francisco Cavalcanti e Rodrigo Muller Foto: Ficocruz/ Romulo Spinell e Renata Mazaro. Foto: Fiocruz

O evento acontece nos dias 11 e 12 de junho, no Museu da Vida, na Fiocruz, no Rio de Janeiro, e aborda temas como qualidade, integridade de dados, bem-estar animal e métodos alternativos. Para Rodrigo Muller, gestor do Laboratório de Experimentação Animal de Bio-Manguinhos e organizador do encontro, o profissional que trabalha em biotérios/pesquisa deve ter conhecimento, habilidade e atitude. “Outro ponto importante é a questão da comunicação e colaboração entre os profissionais. De 2014 a 2018, fizemos na Fiocruz quase 280 mil procedimentos experimentais. Não podemos errar”, afirmou o médico-veterinário durante sua apresentação.

Além de Cavalcanti e Muller, também fizeram parte da mesa de abertura o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Romulo Spinelli; a vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber; e a coordenadora do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), Renata Mazaro e Costa.

“Esse trabalho de pesquisa é fundamental para a saúde pública e, portanto, é destaque o trabalho do médico-veterinário”, alerta Spinelli.

Na opinião de Cavalcanti, os tempos mudaram, a ciência evoluiu, a tecnologia também e hoje os métodos alternativos ao uso de animais em ensino e pesquisa são uma realidade. “Uma das principais demandas da sociedade diz respeito a minimizar o sofrimento causado às diferentes espécies. O perfil do pesquisador mudou. Atualmente, deve-se considerar não somente os aspectos técnicos da pesquisa e o volume de produção científica, mas os aspectos éticos e de gestão “, finaliza o presidente do CFMV.

Para quarta- feira (12), os participantes aguardam importantes palestras, dentre elas, a do médico-veterinário Joel Majerowicz, da Fiocruz e da Comissão Nacional de Bioética e Biossegurança do CFMV. Ele discorrerá sobre “Biossegurança em biotérios de experimentação e suas influências na experimentação animal”.

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Assessoria de Comunicação do CFMV