Luta contra Febre Aftosa é tema de encontro de países da América do Sul

10 de maio de 2019

De 29 de abril a 3 de maio, a Comissão Sul-Americana de Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) realizou sua 46ª reunião ordinária, em Cartagena, na Colômbia, para analisar a situação atual dos países da América Latina que estão livres da febre aftosa com e sem vacinação. O encontro ocorre anualmente e visa estabelecer cooperações entre os países, as quais permitam reduzir riscos remanescentes de infecção pelo vírus nos territórios que ainda não estão livres da doença. Também tem como meta avançar na erradicação da aftosa no continente.

             

             Representantes do CFMV e delegação brasileira

Para ter conhecimento do que está ocorrendo nos países fronteiriços, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) foi representado no evento pela chefe de gabinete da presidência, Erivânia Camelo, e por dois conselheiros suplentes, Irineu Benevides Filho, Nestor Werner e José Arthur de Abreu Martins . Eles participaram do seminário internacional prévio à Cosalfa, realizado de 29 de abril a 1º de maio, e manifestaram a importância do serviço veterinário brasileiro para o controle da febre aftosa no país, considerado livre da doença com vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), em 2018. 

Também participaram do evento os presidentes dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs) do Amapá (José Renato Ribeiro), Paraná (Rodrigo Távora Mira), Santa Catarina (Marcos Vinícius de Oliveira Neves) e Rondônia (Julio Cesar Rocha Peres). Ainda estavam na delegação brasileira representantes de nove estados (AM, ES, GO, MG, MS, MT, PA, RS e TO).

Cosalfa

A Cosalfa é coordenada pelas Organizações Pan-Americana e Mundial da Saúde (Opas e OMS) e há 46 anos reúne os delegados dos países da região. São representantes indicados pelo setor público e pela iniciativa privada. No caso do Brasil, um delegado é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o outro pertence à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Na edição deste ano, o tema central foi a última etapa do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA) no continente sul-americano. “Nessa última etapa, observamos que os países que assumiram o compromisso de erradicar a febre aftosa até 2021 já estão bem avançados com seus planos de controle da doença, com exceção de Colômbia e Venezuela”, disse a médica-veterinária Erivânia Camelo, chefe de gabinete do CFMV.

Ela explica: “A Colômbia teve focos recentes da doença, em 2017 e 2018, e perdeu o status de país livre de febre aftosa”, revela. Uma das resoluções da Cosalfa deste ano, inclusive, é justamente ampliar o apoio à Colômbia em relação aos laboratórios de referência para análises de diagnósticos e também de mapeamento genéticos dos vírus. “Já a Venezuela é considerada região com risco desconhecido de febre aftosa, tanto pela falta de dados sobre a cobertura vacinal dos rebanhos, quanto pela ausência de informações sobre os serviços veterinários e dos laboratórios”, conta Camelo.

Para mitigar riscos, a médica-veterinária relata que o Brasil está fazendo um trabalho de vacinação na fronteira com a Venezuela e também tem intensificado as ações de Vigilância Sanitária, evitando a entrada de animais e alimentos contaminados.

Assessoria de Comunicação do CFMV