Avicultura deve crescer 2% a 3% este ano

13 de janeiro de 2014

O alojamento de pintos de corte deve crescer de 2% a 3% este ano no país, conforme as primeiras estimativas da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco). Os dados totais de 2013 ainda não estão disponíveis, mas as projeções - considerando os números até outubro - indicam um avanço na casa dos 2%, para cerca de 6,120 bilhões de pintos de corte. De janeiro a outubro do ano passado, foram alojadas 5,139 bilhões de cabeças, 2,26% mais que no mesmo período de 2012.

O último dado disponível, sobre o mês de outubro, mostra um alojamento de pintos de 532,8 milhões de cabeças no Brasil, 1,82% mais do que em igual mês de 2012, segundo a Apinco. O alojamento de outubro costuma ser o maior do ano por conta do período de festas. A ave de corte alojada nesse mês é o frango que foi abatido entre os meses de novembro e dezembro passados.

De acordo com José Carlos Godoy, secretário-executivo da Apinco, a previsão de crescimento de 2% a 3% no alojamento se baseia no que vem sinalizando o mercado, tanto no front doméstico quanto no externo.

Ele avalia que eventos este ano, como a Copa do Mundo e as eleições para presidente, podem alavancar a demanda de forma pontual no mercado doméstico. Godoy também é cauteloso em relação às exportações de carne de frango. "Se houver crescimento, será de 1% a 2% em volume", estima.

A razão para a cautela é a recuperação ainda lenta da economia global. "O mundo ainda não saiu do buraco. As pessoas vão comprar frango porque é mais barato". O secretário da Apinco acrescenta que há uma tendência natural de que países importadores busquem a autossuficiência na produção de frango. Isso ocorreu com a Rússia, outrora grande cliente do Brasil no segmento de frango.

Segundo dados da Ubabef (União Brasileira de Avicultura), em 2013, a receita com as exportações brasileiras de carne de frango subiu 3,4% no ano passado sobre 2012 e alcançou US$ 7,966 bilhões. Em volume, houve uma queda de 0,7% em 2013 e as vendas externas somaram 3,891 milhões de toneladas.

Reflexo de um mercado sem grandes variações na demanda, o preço do frango vivo está estável em R$ 2,50 por quilo desde outubro no mercado de São Paulo, observa Godoy, da Apinco. Há um ano, valia R$ 3,00.