Meio ambiente e saúde dominarão Fórum Econômico Mundial este ano

09 de janeiro de 2014

Meio ambiente e saúde estarão entre os temas dominantes deste ano no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que será realizado entre 22 e 25 de janeiro, anunciaram seus organizadores esta quarta-feira.

A 44ª edição deste encontro internacional, que reúne a cada ano os grandes tomadores de decisões políticas e econômicas do mundo, terá como tema a reforma do mundo e suas consequências para sociedade, políticos e negócios, indicaram em um comunicado.

Os 2.500 participantes, vindos de cerca de cem países, serão convidados a se debruçar sobre os grandes desafios relativos à saúde e ao ambiente neste início de século XXI.

Para os organizadores de Davos, as mudanças climáticas e seus impactos relacionados, como eventos climáticos extremos e as crises alimentar e hídrica estão entre os maiores riscos para a economia global.

Portanto, não agir no tempo e na escala necessários poderá dificultar significativamente as previsões de crescimento mundial e colocará em risco muitos avanços conquistados ao longo do século XX, como Segurança alimentar, redução da pobreza e saúde global.

Desta forma, a edição de 2014 do Fórum de Davos terá um número recorde de 23 sessões dedicadas às mudanças climáticas, à segurança dos recursos naturais e à sustentabilidade.

Para os organizadores de Davos, embora as mudanças ambientais criem novos desafios, elas também trazem grandes oportunidades para os negócios e a inovação.

Segundo o comunicado do Fórum, o modelo econômico atual causa um desperdício maciço. Adaptar-nos a uma economia circular teria o potencial de agregar valor a 100 milhões de toneladas de material descartado no prazo de cinco anos, o que renderia benefícios econômicos de pelo menos US$ 500 milhões com a economia de material e criaria 100 mil novos empregos em vários setores chave.

Uma economia saudável

No campo da saúde, os participantes do Fórum de Davos discutirão os grandes desafios do setor, especialmente a necessidade de se redesenhar os sistemas de saúde, bem como os avanços da medicina e os impactos mais amplos da saúde na economia e na sociedade.

Assim, eles debaterão questões como saúde mental e o potencial do setor sanitário como motor do crescimento econômico e da prosperidade como também a forma como os sistemas de saúde deverão ser abordados para ser duráveis financeiramente.

No curso dos últimos anos, o estado crítico do sistema financeiro ocupou grande parte da atenção dos participantes de Davos , declarou Robert Greenhill, diretor-geral do Fórum Econômico Mundial, citado em um comunicado.

Este ano, a economia parece ter saído dos cuidados intensivos para entrar no caminho da recuperação , acrescentou.

Enquanto nós nos questionamos, metaforicamente, como melhorar a saúde da economia, melhorar literalmente a saúde das pessoas é um bom começo , ressaltou.

Parte dos debates será dedicada às questões da saúde mental, uma das principais causas de faltas ao trabalho e que tem custos estimados em 16 trilhões de dólares (11,75 trilhões de euros) para os próximos vinte anos.

Chefes de governo, diretores de empresas, além de ganhadores do prêmio Nobel, entre outros, participarão da abertura dos debates sobre a saúde.